quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Turismo e Fretamento | Oportunidade e Parcerias

Revista Fretamento (SINFRECAR)

..:: Entrevista ::: Profa. Dra. Karina Solha

A entrevista dessa edição é com a professora da USP, Karina Toledo Solha, de disciplinas na área de Transporte Turístico, Lazer e Turismo na EACH – Escola de Artes, Ciência e Humanidades da Universidade de São Paulo. Através da professora, a Universidade de São Paulo iniciou uma parceria pioneira com a Fresp para a realização de estudos com o objetivo de levantar informações e soluções para o sistema de transporte turístico. O primeiro resultado da parceria foi uma pesquisa realizada no ano passado sobre as atividades das empresas e o mercado de fretados (para acessar o relatório na integra em PDF, clique aqui).



Karina Solha é formada em Turismo na USP, onde também fez mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação, na área de Políticas Públicas. Nessa conversa com a reportagem da revista Fretamento, ela falou sobre a situação do turismo no Brasil, sobre as perspectivas de crescimento do setor e as oportunidades de atuação conjunta entre o segmento de transporte fretado e turismo.

..:: Se a Copa do Mundo fosse esse ano, o Brasil estaria preparado para atender a demanda do transporte turístico?

Primeiro é preciso entender o que é essa demanda, se pensar na questão de transporte é um fluxo diferenciado em um único mês com 12 cidades sedes e é um deslocamento que vai percorrer somente esses destinos que já têm alguma estrutura de transporte, porque são capitais e já têm alguma coisa que atende a população e que nós sabemos que não é boa em lugar nenhum. Vai haver durante um mês uma concentração, um volume muito grande de pessoas se deslocando para determinados destinos no país. É a primeira coisa que devemos considerar. Precisa haver uma estrutura para atender essa demanda que é muito pontual.

..:: E a demanda de turistas para outros roteiros, não só para os jogos?
Estudos sobre Copa do Mundo, que aconteceram na África do Sul e em outras Copas, indicam que o turista que vai para a Copa não viaja, não faz outros circuitos. A questão não é a Copa do Mundo, a questão é o crescimento da atividade turística no país, que a gente está observando nos últimos anos e que não vai parar. A tendência é só aumentar.

..:: A Copa do Mundo e as Olimpíadas são importantes para dar maior visibilidade do país para os turistas do exterior?
Exatamente. É uma vitrine. É a nossa grande oportunidade de aproveitar isso para desenvolver atividade turística de verdade. É consolidar uma imagem de destino internacional, que ainda é fraca, nós ainda não conseguimos ser competitivos, com preços, com qualidade de serviço, com infraestrutura, em relação aos outros destinos no mundo e isso influi muito. Precisamos dar um salto na qualidade de serviços e infraestutura, para pensar a atividade turística no país de modo profissional, porque até hoje foi muito amador, é a grande oportunidade de pensar e agir profissionalmente, essa é a grande diferença.

..:: Confira a entrevista na íntegra na Revista Fretamento (SINFRECAR)

..:: Foto: Visita dos Alunos da USP na Empresa Santa Rita