segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mercado de papelão reage na reta final do ano

Por: Stella Fontes - Valor On-line

Ao contrário do que apontavam as estimativas negativas do início do ano, a indústria nacional de papelão ondulado poderá encerrar 2009 com desempenho estável em relação ao ano passado. Em novembro, o ritmo de vendas das fabricantes mostrou dinamismo semelhante ou melhor que outubro, quando o setor bateu o recorde histórico de vendas em um mês.

Na reta final do ano, as vendas do setor, consideradas um importante termômetro do nível de atividade econômica do país, têm mostrado desempenho melhor do que o esperado, na esteira do retorno do crédito e da melhora na renda do brasileiro, apagando gradualmente a fraca performance até o fim de agosto.

"Se não zerar (a queda do ano), vai faltar muito pouco e será apenas uma questão estatística", afirma o presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), Paulo Sérgio Peres.

No acumulado até outubro, o setor mostrava vendas 3,2% inferiores ao apurado no mesmo intervalo de 2008. Até o fim do primeiro semestre, contudo, o recuo ultrapassava 7% e a indústria não trabalhava com a possibilidade de reversão da queda.
"Há recuperação no setor de embalagens em geral e o ritmo é acelerado", diz Peres, que também preside a Associação Brasileira de Embalagens (Abre). No ano passado, a indústria brasileira expediu 2,274 milhões de toneladas de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado, volume praticamente estável em relação ao de 2007 (2,254 milhões de toneladas).
No grupo Orsa, que está entre os maiores fornecedores de chapas e embalagens de papelão do país, a previsão ainda é negativa para o ano, apesar da forte melhora verificada a partir de outubro. "Mas, se antes esperávamos uma queda de 7% nos volumes, agora estimamos um recuo menor, perto de 3%", diz o fundador e presidente do grupo, Sergio Amoroso. "O primeiro semestre foi caótico", acrescenta.

Até o final o ano, a companhia espera comercializar 280 mil toneladas do produto, com melhora nas vendas para todos os setores atendidos. "Alimentos, bebidas, higiene, limpeza - a melhora é geral", afirma.

Segundo Peres, da ABPO, as vendas de papelão ondulado no quarto trimestre devem mostrar expansão significativa em relação ao mesmo intervalo de 2008, refletindo principalmente o maior consumo de bens não duráveis.

Segundo ele, em outubro o ritmo de vendas já mostrou qual deverá ser a tônica até o encerramento do ano, com a conquista de um novo recorde mensal para a indústria, o que surpreendeu as próprias fabricantes. No mês passado, o setor comercializou 223,8 mil toneladas do produto, com alta de 7,52% ante o verificado em outubro do ano passado, que respondia pela marca histórica anterior.

"Novembro está sendo igual ou até melhor do que outubro. Os números só poderão deixar de refletir isso por uma questão de dias úteis ou feriados", pondera Peres.

Ao final de outubro, quando divulgou os resultados do terceiro trimestre, a Klabin já havia chamado a atenção para os primeiros sinais de melhora consistente das vendas. Até setembro, entretanto, as expedições da líder brasileira no setor de papelão ondulado ainda eram 2% inferiores ao verificado em igual intervalo de 2008, com 333 mil toneladas. Procurada, informou por meio da assessoria que a representante Gabriella Michelucci não foi localizada para falar sobre o desempenho do negócio.

O ritmo inesperado das vendas neste fim de ano, conforme o presidente da ABPO, pode ser atendido pelas linhas de produção sem grandes transtornos para as fabricantes. "A indústria havia se preparado para um período de crescimento, mas acabou surpreendida pela crise. Dessa forma, há capacidade instalada para acompanhar essa expansão", aponta.

A melhora nas encomendas, segundo ele, foi verificada em praticamente todos os setores com maior peso na carteira de clientes das fabricantes. Até outubro, o segmento de alimentos representou 34,3% das expedições do setor, seguido de higiene e limpeza, com 8,9%. Considerando-se todo o universo de bens não duráveis, a participação nas encomendas chega perto de 60%. "Com a melhora da renda, as pessoas consomem mais e isso também se reflete nas embalagens", afirma.

Esse cenário de recuperação econômica, combinado ao dólar desvalorizado, também resultou em maior consumo de itens importados, o que pode ter influência negativa sobre as vendas domésticas de papelão ondulado para embalagens. Conforme Peres, não é possível mensurar esse efeito sobre o setor. "O fato de produtos já embalados substituírem um ou outro item nacional na cesta dos brasileiros tem impacto negativo nas vendas da indústria", observa.

Se a puxada do trimestre não for suficiente para zerar as perdas acumuladas, este será o primeiro ano de retração nas vendas desde 2003, quando a queda atingiu 12,3%.

sábado, 28 de novembro de 2009

Transpetro aprova propostas para construção de oito navios gaseiros

As propostas técnicas referentes à licitação de oito navios gaseiros (destinados ao transporte de gases liquefeitos) do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) foram aprovadas hoje pela Petrobras Transportes S.A. (Transpetro).

A empresa considerou em condições de fabricar os navios para o transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) os três estaleiros que disputam a licitação: Mauá, Eisa e Promar Ceará.

Com base no resultado dessa análise, a comissão de licitação começa a avaliar as propostas comerciais dos estaleiros, abertas hoje na sede da Transpetro, no Rio. As propostas serão classificadas por ordem de preço e depois negociadas com os estaleiros, visando a obter as melhores condições financeiras possíveis para a estatal, subsidiária da Petrobras. Apenas ao término deste processo, a Transpetro anunciará o vencedor da licitação.

De acordo com a Transpetro, todos os gaseiros que compõem o Promef foram reunidos em um único lote. Quatro navios são de 7.000 m³, dois de 12.000 m³ e dois de 4.000 m³. Eles serão construídos em estaleiro localizado no Brasil e o índice de nacionalização deverá ser de pelo menos 70%, na compra de equipamentos e serviços.

O programa de revitalização da indústria naval brasileira gerou, até agora, 13 mil empregos diretos no país. Esse número deverá chegar a 40 mil. O Promef prevê a construção de 49 navios, num total de 4 milhões de toneladas de porte bruto. Já foram licitadas 33 embarcações, das quais seis serão lançadas ao mar em 2010.

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Geração solar atrai fabricante espanhol

Por: Mônica Izaguirre - Valor On-line

Praticamente inexplorado em escala comercial, o potencial brasileiro de geração de energia elétrica a partir da radiação solar começa a atrair investidores externos. A Solaria Energía y Medio Ambiente, empresa espanhola que projeta, fabrica, instala e opera unidades de geração fotovoltaica, fechou com a Fairway Logística e Transportes, empresa brasileira de soluções logísticas, acordo para criação de uma controlada no Brasil.

Ainda sem nome definido, a espanhola terá 55% do capital da nova empresa, enquanto o sócio local fica com os outros 45%. Num primeiro momento, a parceria visa à instalação de usinas de geração a partir de placas e equipamentos importados da Espanha. A médio prazo, o plano é mais ambicioso. Na medida em que a clientela crescer e a demanda por essa energia alternativa aumentar, uma indústria de montagem de placas solares será instalada no país, antecipou o presidente da Solaria, Enrico Diaz-Tejeiro Gutierrez.

Além de fabricar equipamentos para suas usinas brasileiras dentro do próprio país, a futura unidade industrial produzirá placas para exportação, informou o empresário. Segundo ele, diante das boas perspectivas de crescimento da economia e da confiança na manutenção dos fundamentos macroeconômicos que darão sustentabilidade a tal processo, a Solaria escolheu o Brasil como base industrial de suas futuras exportações para o resto do continente americano. "Queremos fabricar no Brasil equipamentos para instalação de unidades de geração fotovoltaica na Argentina, no Uruguai, no Paraguai.", exemplificou.

Com ativos de € 388,94 milhões ao fim de 2008, a Solaria existe desde 2002, tem cerca de 25 mil acionistas e é uma empresa de capital aberto com ações cotadas em todas as bolsas de valores da Espanha. No Brasil, porém, o fruto de sua parceria com a Fairway Logística, sociedade limitada presidida pelo empresário paulista Saturnino Sérgio da Silva, será uma empresa de capital fechado, até pelo ineditismo desse tipo de experiência no país.

Já comunicado à CNVM, equivalente espanhola da Comissão de Valores Mobiliários brasileira, o acordo com a Fairway inclui um plano de negócios para instalação de usinas de geração fotovoltaica de 160 megawatts (MW), entre 2010 e 2012.

A fabricação de placas no país não tem data certa para começar. Segundo Gutierrez, a fábrica será montada quando a demanda por unidades de geração de energia solar atingir pelo menos 100 MW por ano, o que ele acha que não vai demorar, diante da necessidade brasileira de garantir energia para seu crescimento.

Responsável pela implementação do plano no país, Saturnino da Silva, o sócio brasileiro, diz que não pode, ainda, informar quem são os potenciais compradores da energia a ser gerada nesse primeiro momento. Mas diz que vários já foram "identificados e contatados". Conforme o empresário, em tese, a coligada brasileira da Solaria poderá montar unidades de geração tanto para atender a sistemas isolados quanto para vender através do sistema interligado, ou seja, jogando energia na rede de transmissão do Operador Nacional do Sistema (ONS).

A empresa poderá usar o sistema interligado tanto para vender energia livre, isto é, destinada a atender contratos diretos com grandes consumidores, quanto para vender às distribuidoras (nesse caso, é preciso antes entrar nos leilões).
A ideia, no entanto, é começar atuando com sistemas isolados, gerando energia em áreas onde, por restrições geográficas ou ambientais, é difícil a chegada de grandes linhas de transmissão, a exemplo da região amazônica. Nesses lugares, a energia elétrica solar tende a ser mais competitiva, porque pode ser gerada no local ou muito próxima do local do consumo, não exigindo, portanto, construção de linhas de transmissão de grandes distâncias. As termelétricas também são compatíveis com sistemas isolados. Mas, para funcionar, exigem algum tipo de combustível, fóssil ou renovável. As pequenas centrais hidrelétricas, por sua vez, dependem de recursos hídricos. Já uma unidade de geração fotovoltaica, além da radiação solar e dos equipamentos, precisa apenas terreno de tamanho compatível com a potência pretendida. Segundo Cesar da Silva, engenheiro da Fairway, para cada megawatt de potência instalada, são necessários no máximo 2 hectares, dependendo do caso, 1,5 hectar apenas.
O tipo de cliente brasileiro inicialmente visado pela Solaria/FairWay é o consumidor livre de energia. A futura nova empresa poderá montar e operar uma usina exclusiva tanto para uma grande indústria quanto para um pequeno shopping. "Até para um condomínio residencial de cinco casas vale a pena montar uma unidade de geração solar", diz ele. O empresário explica que o avanço da tecnologia e a entrada de novos fabricantes no mercado mundial de purificação de silício, matéria prima das células usadas nas placas que transformam luz solar em eletricidade, reduziu a menos da metade o custo desse tipo de energia desde 2007, tornando-a viável economicamente. Ainda assim, ele diz que, pelo menos no início, para que o segmento se desenvolva bem no Brasil, são necessários estímulos. É preciso, por exemplo, tornar claro que a energia solar está entre aquelas sujeitas à redução da taxa de transmissão em caso de uso do sistema interligado. Uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite que energia de fontes alternativas tenha desconto entre 50% e 100% da taxa de transmissão, na venda de até 30 MW.

O uso de energia solar, sobretudo residencial, já é relativamente difundido no Brasil, mas só para aquecimento de água. Praticamente inexiste aproveitamento de radiação solar para geração de energia elétrica. Segundo a Aneel, o país tem, atualmente, uma única unidade de energia elétrica solar em operação. É a Usina de Araras, de propriedade da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária, localizada em Nova Mamoré (RO). Ainda conforme a agência, a potência outorgada para esse empreendimento é de apenas 20,48 KW. A autarquia informa que chegou a autorizar a instalação de 5 MW para um empreendimento da empresa MPX Tauá Energia Solar, em Tauá, no Ceará. Mas esta usina consta na lista de obras ainda não realizadas.

Dados da Aneel indicam que a potência de todos os empreendimentos de geração atualmente em operação no Brasil soma 106,098 mil MW. Em relação a esse universo, os 160 MW previstos até 2012 no contrato entre Solaria e Fairway equivalem a 0,15%. Mas como a energia solar hoje representa "traço" na composição da matriz energética brasileira, o percentual não pode ser considerado inexpressivo.

Além de normas mais claras, o presidente da Fairway defende a criação de linhas de crédito de longo prazo, de pelo menos 20 anos, para estimular essa fonte alternativa de geração. Segundo ele, na Europa, governos de países como Espanha e Alemanha têm dado inclusive subsídios para o desenvolvimento desse potencial energético.

Cenários para o mercado de trabalho em Meio Ambiente & Petróleo

Por: Mauro Kahn

O setor ambiental será alvo de investimentos bilionários, caso sejam aprovados os projetos de lei que lhe destinam 3% dos royalties do petróleo e ainda uma parte dos recursos do novo Fundo Social. Já no caso da cidade do Rio de Janeiro as cifras serão ainda maiores em função dos Jogos Olímpicos, que demandam, desde já, a recuperação de áreas degradadas, plantio de árvores, inúmeros licenciamentos ambientais, entre muitas outras ações que farão com que esta cidade volte a ser maravilhosa.

Além disso, o Brasil assumiu uma posição de liderança entre os integrantes do "BRIC" no que se refere ao comprometimento ao meio ambiente e hoje é alvo de respeito entre os paises desenvolvidos. A contrapartida por tal posicionamento será a obrigação de tomar medidas efetivas e de investir pesado para a obtenção de resultados significativos.

Com relação à Indústria do Petróleo já se vislumbra que no Estado do Rio ela crescerá de forma nunca antes imaginada. Sabe-se muito bem que o "Pré-sal" caracteriza-se por grandes desafios, assim como por elevados riscos, e que estes fatores irão multiplicar muitas vezes os investimentos no desenvolvimento de uma nova logística offshore e tecnologia para o E&P.

Neste momento observamos que nossas estimativas mais otimistas estão sendo confirmadas (para Tupi já se especulam reservas de 8 bilhões de barris). Fato é que os referidos desafios do pré-sal estão sendo eficientemente superados, e no momento, nossa maior dificuldade é a falta de mão-de-obra qualificada.

O consenso entre os profissionais da Indústria é que faltarão técnicos e gerentes capacitados no Brasil. Cursos técnicos, faculdades e pós-graduações precisam se ajustar ao atual estado da arte para poderem formar exatamente o perfil necessário para estes cargos.

Muitos já perceberam que o futuro dos empregos no Rio de Janeiro está concentrado no setor de petróleo e na área ambiental. Nós do MBP e do MBE estamos seguros de que esta tendência é real e crescente, e que devemos estar preparados para as novas exigências do mercado e para a demanda que já desponta.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Até empresários agrícolas cobram regras claras para Amazônia, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reforçou hoje que a conclusão do macrozoenamento da Amazônia Legal deve sair ainda este ano. Segundo ele, até mesmo os empresários agrícolas têm cobrado do governo regras claras para a região.

Minc avaliou que, uma vez traçada o que chamou de "fronteira de legalidade", será possível saber ao certo quem vai receber crédito, apoio técnico e estímulo para produzir na Amazônia. E quem insistir em permanecer à margem da lei, segundo o ministro, receberá "a mão pesada" da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e do Exército Brasileiro. "Essa é a forma de preservar a Amazônia, olhando para o desenvolvimento sustentável. "

Para Minc, entretanto, a estratégia de efetivar o zoneamento econômico e ecológico [ZEE] para cada um dos nove estados que compõem a região possibilita que a preservação na Amazônia não aconteça apenas "com polícia", mas por meio do ordenamento do desenvolvimento.
"Cada um dos zoneamentos determina, por exemplo, áreas que devem ser protegidas, áreas degradadas e que devem ser recuperadas, áreas propensas a alguma atividade industrial. É a ideia de um ordenamento que combine a preservação com a atividade. Afinal, 24 milhões de pessoas moram na Amazônia e têm que ter uma vida digna, uma ocupação, uma renda", afirmou o ministro.
Sobre a BR-163, Minc classificou a região que corta a rodovia como "desastre ecológico" e "desgraça" e ressaltou que todas as medidas adotadas para a futura BR-319 foram pensadas de maneira que a devastação não tome conta do local como ocorreu com a BR-163.

Segundo Minc, desde 2005 - ano em que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva já havia previsto a ideia de um corredor ecológico para a região - o desmatamento na BR-163 triplicou.

"Estive lá mais de três vezes. Temos leilão de boi pirata, de madeira pirata, prendemos gente. Mas voltamos um mês depois e está a mesma desgraça. A situação lá é muito preocupante. Conseguimos um recurso de oito milhões de euros da comunidade europeia para implantar o distrito florestal da BR-163, mas a diferença tem que ser implantar previamente as defesas. Elas não podem ficar no papel", disse.

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Senado aprova meta para emissão de gases

Por: Cristiane Agostine - Valor On-line

A base governista no Senado articulou-se ontem para derrotar a senadora Marina Silva (PV-AC) na discussão do projeto de Política Nacional de Mudanças Climáticas e vetou três das quatro emendas apresentadas pela ex-ministra e pré-candidata do PV à Presidência. A proposta aprovada ontem transformará em lei a redução entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono na atmosfera estimadas para 2020. O texto aprovado ontem, no entanto, diz que será um compromisso "voluntário" . O projeto voltará para nova discussão na Câmara e deverá ser apresentado na Conferência do Clima das Organização das Nações Unidas, em Copenhague, no início de dezembro.

A meta já havia sido anunciada pelo governo. A senadora Marina propôs transformá-la em lei e o governo antecipou-se à ação da ex-petista e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC) incorporou a meta ao projeto em tramitação no Congresso.
A inclusão da meta no texto só foi possível após um acordo dos líderes governistas que condicionou os percentuais à edição de um decreto presidencial. Na prática, a meta só se torna lei se houver um decreto regulamentando e especificando como será executada.
Apesar do veto a três das quatro emendas apresentadas, Marina considerou a proposta um avanço. A senadora, no entanto, reclamou da meta ter sido voluntária. "Foi um projeto autorizativo. Parece coisa que fazemos nas câmaras autorizando o saneamento básico. Estamos autorizando o governo a se quiser cumprir essas metas. Se tivéssemos tirado esse termo voluntário, haveria um compromisso para o governo atual, para o próximo futuro porque seria uma meta do Estado brasileiro." Ideli evitou polemizar. "Este é um momento de dignidade do Senado fizemos não só um acordo político, mas assumimos um compromisso" , disse.

Pela proposta, fica recomendado ao Executivo que até 2020 o Brasil reduza as emissões dos gases de efeito estufa listados no Protocolo de Kyoto aos níveis de 1990, por meio da adoção do desmatamento zero no país até 2015, e da garantia de que nos próximos dez anos até 25% da eletricidade do país seja originária de fontes renováveis de energia.

O texto também recomenda a redução em 15% do consumo projetado de energia elétrica para 2020 por meio de medidas de eficiência energética; o estabelecimento de metas anuais da participação de fontes nuclear, óleo combustível e carvão mineral na matriz elétrica nacional; e a transformação de pelo menos 30% do território costeiro-marinho do país em áreas protegidas, ressalvadas as atividades de infraestrutura previstas na Lei 4771/65, que institui o Código Florestal.

EPE habilita 339 projetos para leilão de energia eólica

Por: Rafael Rosas - Valor On-line

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou tecnicamente 339 projetos de geração eólica para o leilão de energia de reserva que acontecerá em 14 de dezembro, destinado exclusivamente para contratação de energia gerada a partir deste tipo de matriz. A capacidade somada dos empreendimentos é de 10.005 megawatts.

A maior quantidade de projetos está no Ceará, com 108, e Rio Grande do Norte, com 105. Em termos de potência instalada, os projetos do Rio Grande do Norte têm 3.629 MW, enquanto os do Ceará têm 2.515 MW. O Rio Grande do Sul, com 67 empreendimentos, vem a seguir, com 2.238 MW.

Em nota, o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, afirmou que o sucesso deste primeiro leilão pode propiciar o maior aproveitamento do alto potencial de geração eólica do país.

"A contratação de energia eólica, neste momento, reforça ainda mais a posição que o Brasil levará para a Conferência do Clima em Copenhague, de promover a manutenção do perfil altamente renovável da matriz energética brasileira", disse Tolmasquim no comunicado.

A modalidade de energia de reserva se caracteriza pela contratação de um volume de energia além do que seria necessário para atender à demanda do mercado total do país. O preço inicial do leilão será de R$ 189 por megawatt-hora. Os empreendimentos que ofertarem os maiores deságios sobre o preço inicial assinarão contratos compra e venda de energia de 20 anos de duração, válidos a partir de 1° de julho de 2012.

Manifesto: Parque Prainha, São Vicente (SP), entorno do PEXJ

BOA TARDE A TODOS!

COMO TODOS SABEM ATRAVÉS DOS NOTICIÁRIOS DA TELEVISÃO, DOS JORNAIS IMPRESSOS, RÁDIOS, NÓS MORADORES DO PARQUE PRAINHA, ENTORNO DO PARQUE XIXOVÁ JAPUÍ, ESTAMOS SOFRENDO COM O DESCASO DO PODER PÚBLICO EM RELAÇÃO A NOSSA RUA QUE É UMA AVENIDA, QUE DESMORONOU DIA 23 DE JULHO, E ATÉ AGORA O QUE RECEBEMOS FOI DESPRESO DO NOSSO PREFEITO E AUTORIDADES, JÁ RECLAMAMOS MUITO E AGORA ESTAMOS PLANEJANDO UMA MANISFESTAÇÃO DIA 29/11 DOMINGO AS 15:00 HRS, FAREMOS UM CAMPEONATO DE BURACO EM CIMA DA PONTE PÊNSIL. SE VOCÊ É SOLIDÁRIO CONOSCO VENHA, E NOS AJUDE A RECLAMAR , NÓS AQUI DO PARQUE PRAINHA NÃO AGUENTAMOS MAIS TANTO EMPURRA EMPURRA POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO NOSSO MUNICIPIO!

COMO SE NÃO BASTASSE O BURACO, AGORA TAMBÉM TEMOS QUE DAR A VOLTA PELA PONTE NOVA PARA PODER CHEGAR EM CASA, E ISSO GERA VÁRIOS OUTROS AGRAVANTES COMO: SE PEDIMOS REMÉDIO PELO TELEFONE ELES NÃO QUEREM VIR, SE PEDIMOS UMTÁXI CORUJÃO ELE COBRA A MAIS POR TER QUE DAR A VOLTA NA PRAIA GRANDE, SE VC PEDE PIZZA PODE ESQUECER QUE NINGUÉM ENTREGA PIZZA EM BAIRRO QUE NÃO TEM ACESSO, E SE VIER TAMBÉM COBRA POR ISSO, SE JÁ NÃO BASTASSE TODOS OS PROBLEMAS QUE JÁ TÍNHAMOS ANTES DE DESMORONAR A RUA AGORA OS PROBLEMAS TRIPLICARAM E SURJEM MAIS A CADA DIA, ONTEM FOMOS PROCURADOS POR UMA MORADORA QUE SIMPLESMENTE QUERIA IR EMBORA DO BAIRRO E NÃO PODIA, ELA ESTAVA PAGANDO DOIS ALUGUÉIS, PORQUE O CAMINHÃO DE MUDANÇAS DELA NÃO PODE ENTRAR NA RUA, POR DUAS VEZES O CAMINHÃO VEIO E TEVE QUE IR EMBORA, O PREJUÍZO QUE ESSA MORADORA TEVE QUEM VAI PAGAR?!

É POR ISSO QUE PEDIMOS A AJUDA DE TODOS AQUELES QUE ESTÃO ENVOLVIDOS COM O PARQUE E GOSTAM DO PARQUE PRAINHA, AFINAL DE CONTAS SE A RUA TERMINAR DE DESMORONAR, NINGUÉM TERÁ ACESSO AO PARQUE XIXOVÁ PELA ENGENHEIRO SATURNINO DE BRITO! CONTAMOS COM A AJUDA DE TODOS OS AMIGOS DO PARQUE PRAINHA, DOMINGO AS 15:00 HRS!

ATÉ LÁ.
ROSE
SECRETÁRIA DA SOCIEDADE DE MELHORAMENTOS DO PARQUE PRAINHA

Crescem os problemas de fornecimento da Light

Por: Cláudia Schüffner - Valor On-line

Em meio às negociações de mudança de controle para a Cemig, a Light dá sinais de que faltou fôlego para atender o seu mercado. Nos últimos 30 dias a empresa contabiliza uma série de cortes de energia no Rio de Janeiro que apontam para falta de investimentos na sua rede de distribuição. Com 3,9 milhões de consumidores, a Light demorou 24 horas para consertar um problema que deixou sem luz 12 mil consumidores dos bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa, na zona Sul do Rio de Janeiro. O problema nos cabos subterrâneos da distribuidora na região começou domingo, com o rompimento de dois deles de um conjunto de oito. Às 15h50 de segunda-feira, com o rompimento de um terceiro cabo, a Light desligou a energia deixando 12 mil consumidores, incluindo um shopping center, sem luz.

"Quando perdemos o terceiro cabo resolvemos desligar o sistema inteiro porque senão a sobrecarga no sistema poderia danificar os cinco restantes, causando um efeito pior ainda. E corremos para consertar" , afirma o presidente da Light, José Luiz Alquéres.

Os transtornos na região foram inúmeros. O problema foi resolvido ontem às 14h50, mas em alguns pontos de Ipanema o fornecimento só foi retomado por volta de 16h. Mas os problemas de suprimento da Light na zona Sul do Rio tornaram-se mais frequentes este mês, quando a temperatura subiu. Foram afetados moradores de Copacabana e de parte do Arpoador, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

Para cada um desses eventos a empresa informou um problema técnico, variando desde o incêndio em caixa de medidores, problemas na rede subterrânea de Ipanema, desarme de transformadores a cabos queimados na Barra da Tijuca.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram queda de desempenho da distribuidora fluminense em 2008, quando os consumidores sofreram com uma média de 11h06, acima do limite de 10h59 estabelecido pela agência reguladora. Para 2009 o limite estabelecido foi de 10h28 para o DEC (horas sem energia) e de 9h47 para o FEC, índice que mede a frequência das interrupções.

Alquéres afirma que a distribuidora tem o menor número de interrupções e segundo melhor tempo de duração do país, atrás apenas da CPFL. De fato, o índice que aponta o DEC até setembro de 2009 é de 8,96 na média móvel do período. Já o FEC, na média móvel, ficou em 5,75, a melhor do país. Os números devem piorar depois dos últimos eventos.

"É lógico que isso (os desligamentos) nos preocupa, pessoas que precisam de assistência ou moram em andares elevados (são afetadas). Mas logo que percebemos o problema colocamos quinze equipes para identificar e corrigir os defeitos. O sistema subterrâneo demora a dar defeito mas quando isso ocorre é complicado identificar" .

Alquéres menciona ainda o fato de a distribuidora ter triplicado os investimentos, que ficavam numa média de R$ 200 milhões, para uma média de R$ 600 milhões anuais nos últimos dois anos. E planeja investir R$ 3,5 bilhões nos próximos cinco.

Mesmo assim, a impressão de fontes do setor, alguns moradores do Rio, é de que a empresa parece estar priorizando investimentos para reduzir furtos, o que pode ter afetado os investimentos para reforço e expansão da rede para evitar sobrecarga no sistema. Ontem a Aneel deu 48 horas para a Light explicar as causas e a duração da falta de energia na zona Sul, os locais afetados e as medidas para evitá-los.

Controlada pelo consórcio Rio Minas Energia Participações (RME), que tem 52,13%, a Light vai mudar de comando quando a Cemig concluir negociações com a Equatorial Energia e a Andrade Gutierrez para adquirir as ações dessas empresas. Quando concluído o processo a participação da Cemig subirá de 13% para 39%.

Brasil pode perder R$ 3,6 tri até 2050 devido a mudanças climáticas

Qual será o custo das mudanças climáticas para o Brasil? Onze instituições do país fizeram a conta e calculam um prejuízo que pode chegar a R$ 3,6 trilhões até 2050. De acordo com o estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades, que será lançado hoje, as perdas econômicas equivalem a pelo menos um ano inteiro de crescimento jogado no lixo se nada for feito para evitar os impactos da mudança do clima em setores como agricultura e energia e em regiões como a Amazônia e as zonas costeiras.

Inspirado no Relatório Stern, estudo britânico que em 2006 calculou o custo da mudança climática em 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global, a pesquisa brasileira parte de cenários do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) para calcular o impacto do aquecimento global nas contas do país.
No primeiro cenário, o Brasil chegaria a um PIB de R$ 15,3 trilhões em 2050, mas perderia 0,5% (R$ 719 bilhões) por causas das mudanças do clima. No segundo, considerando uma trajetória de crescimento mais limpo, o PIB chegaria a R$ 16 trilhões, mas as perdas seriam de 2,3% (R$ 3,6 trilhões).
Coordenadora operacional do projeto, a pesquisadora da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Carolina Dubeux, afirma que é preciso deixar claras as consequências macroeconômicas da mudança do clima, que não se restringem aos debates científicos e ambientais.

"O impacto do clima ainda vai ser modesto em 2050, ainda assim na economia será bastante grande. Há uma tendência de redução do PIB em função da mudança climática. E no Brasil isso vai aumentar as disparidades regionais", cita.

Entre os setores mais vulneráveis aos prejuízos do aquecimento global no país estão agricultura e energia. Se nada for feito para adaptar a produção às mudanças do clima, todas as culturas - com exceção da cana-de-açúcar - sofrerão redução das áreas com baixo risco de produção. Para as lavouras de café, o percentual é de 18% e para a soja chega a 30%. A perda anual na agricultura pode passar de R$ 10 bilhões, de acordo com o estudo.

O custo da falta de ações para o setor energético também será alto. Com a redução da vazão dos rios, o sistema elétrico vai perder capacidade de geração, principalmente nas regiões Nordeste e Norte. "A perda de energia firme vai ser da ordem de 33% Tem que haver planejamento para o futuro que considere isso, com complementação por outras fontes", calcula a pesquisadora.

Nas zonas costeiras, a elevação do nível do mar pode causar prejuízos de até R$ 207,5 bilhões até 2050 com a perda de patrimônio.

Para a Amazônia, o levantamento estima perda de até 38% das espécies, além de R$ 26 bilhões a menos por ano com a perda de 12% dos serviços ambientais. O cenário considera a redução de 40% da cobertura vegetal da floresta, que, segundo o IPCC, deverão ser convertidos em savana.

O estudo, que levou cerca de dois anos para ser concluído, teve a colaboração de instituições como o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade de São Paulo (USP), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Fórum Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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Partilha do pré-sal provoca a ira de Cabral e racha base governista

Por: Raquel Ulhôa - Valor On-line

A pressão do Nordeste por uma maior fatia dos royalties do petróleo da área do pré-sal, que tem como principal articulador o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), rachou a base governista na Câmara, provocou confronto regional só visto na Assembleia Constituinte e pode ameaçar a votação do projeto de lei que define o sistema de partilha de produção como modelo de exploração das novas reservas petrolíferas.

Exaltado, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), classificou o movimento de "butim" , "roubo" , "oportunismo" e quebra do pacto federativo. Sem citar Campos, atacou o colega de Pernambuco: " Um governador da base do governo está fazendo proselitismo e demagogia com o Estado alheio, querendo se notabilizar nacionalmente com o prejuízo do povo do Rio de Janeiro. Isso não é maneira de ganhar a admiração do povo brasileiro. Não é maneira de se credenciar politicamente para nada."

Cabral pretende cobrar uma solução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará hoje no Rio. Ele e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), que comandam os dois maiores produtores de petróleo do país (portanto são os principais beneficiados com a distribuição atual dos royalties) passaram o dia em Brasília. Reuniram-se com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), com líderes partidários e com as bancadas estaduais.

Parlamentares fluminenses e capixabas mostraram unidade e disposição para guerra. Aliaram-se à oposição e obstruíram as votações no plenário. Responsabilizaram Lula, já que ele deu aval para o acordo entre os governadores e o relator do projeto, Henrique Alves (PMDB-RN), em torno das regras de repartição do pré-sal - que o Nordeste agora busca alterar, com a participação, mais silenciosa, de bancadas de outros Estados não produtores.
"A bancada tem que ter posição firme e radical. Declarar obstrução" , afirmou o deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ). "Estamos numa guerrilha" , disse o deputado Deley (PSC-RJ). "Quem bateu o martelo foi o presidente Lula. Quem tem que chamar os deputados e os líderes para resolver é o Lula. Se não fincarmos pé, não tem acordo nenhum" , disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES).
Miro Teixeira (PDT-RJ) vê "motivação eleitoral" por trás da articulação do Nordeste. Não citou nomes, mas disse estarem em jogo a vaga de vice-presidente e a sucessão de Temer na presidência da Câmara. Eduardo Campos já teve seu nome lembrado para ser vice da ministra Dilma Rousseff. E um dos líderes de partido aliado, Rodrigo Rollemberg (DF), encampou a causa do Nordeste.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não tem participado das articulações, embora o seu Estado seja o terceiro maior produtor. Parlamentares paulistas atribuem ao receio de desagradar interesses de outros Estados. O mesmo argumento é usado por mineiros para explicar as razões pelas quais Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais, ainda não se manifestou, em defensa dos não produtores.

O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), pretende fechar questão na bancada pela aprovação do substitutivo de Henrique Alves como está, mantendo o acordo com o Rio e o Espírito Santo. Mas vai enfrentar muita resistência. São do PT alguns dos principais articuladores do movimento, como o coordenador da bancada do Nordeste, Zezéu Ribeiro (BA), Pedro Eugênio (PE) e José Guimarães (CE) - estes dois últimos, coordenadores das bancadas de seus Estados. Também da parte do Nordeste, a união é suprapartidária.

A reivindicação do Nordeste que causou mais irritação em Cabral e Hartung é para que a nova regra de divisão dos royalties proposta no projeto da partilha - que vai aumentar os recursos dos Estados não produtores - comece a ser aplicada nos campos de pré-sal já licitados, como Tupi (localizado na bacia de Santos, a 250 quilômetros da costa, na projeção cartográfica do Estado do Rio) e Jubarte (no Parque das Baleias, litoral do Espírito Santo).

Esses campos foram licitados pela regra da concessão e sua exploração se dará por esse modelo, pelo qual as empresas arcam com o custo do trabalho e ficam com o óleo retirado e pagam pela produção. Nesse modelo, a arrecadação de royalties corresponde a 10% da produção. Desse volume, 52% ficam com os Estados e os municípios produtores, 7,5% vão para um fundo especial rateado entre todos os Estados e municípios do país (inclusive os produtores, que ganham novamente) e o resto vai para a União.

No modelo de partilha, em que a maior parte do petróleo fica com a União, o relator propõe que o volume de royalties aumente para 15% da produção. Ele definiu uma repartição mais equânime dessa receita: 25% para Estados produtores confrontantes (em cujo litoral fica o campo de pré-sal), 5% para municípios produtores, 44% para o fundo rateado a todo o país segundo as regras dos fundos de participação e o resto para a União. Essas regras passariam a valer apenas para os poços de pré-sal licitados futuramente. Mas os Estados não produtores querem antecipá-las.
"Querem mudar o que já foi licitado. Isso é o fim do mundo", disse Cabral, alertando para a possibilidade de serem rediscutidos benefícios de outras regiões, como a Zona Franca de Manaus e os fundos constitucionais do Nordeste. Estes, criados na constituinte de 88, provocaram o maior confronto entre regiões do qual os parlamentares se recordam. Para Cabral, mexer com os contratos firmados é "inadmissível porque fere princípio federativo e precedente perigosíssimo, porque quebra a regra do jogo." É invasão de respeito federativo. É o fim do mundo. A Câmara não pode se transformar num butim."
O coordenador da bancada do Nordeste, Zezéu Ribeiro (PT-BA), alega que o Rio não vai perder nada: "O que eles têm é uma presunção de arrecadação. Ela não existe" , disse. Parlamentares da região reuniram-se com o relator, Henrique Alves, que busca um acordo. Para Pedro Eugênio (PT-PE), "vale a pena tentar um acordo que evite o confronto no plenário" . Zezéu Ribeiro prevê: "Se votar sem consenso, vira um pandemônio, uma terra de ninguém."

Entrevista: Jarbas Favoretto (AMITur)

"Cidades Paulistas: Para aqueles que não conhecem, o que é a AMITUR, como ela e constituída, quando foi criada e qual seus objetivos?

• Jarbas Favoretto: AMITur é a Associação dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico. De âmbito nacional, foi fundada em 2001 por vários Conselheiros de Turismo do Estado de São Paulo, dirigentes e representantes de diversos segmentos, com o propósito de realizar o que os governos não fazem porque não podem, ou porque não sabem, ou porque não querem.

Entre os seus objetivos, destacamos: incentivar, estimular e promover de forma integrada e harmônica o desenvolvimento econômico e social gerado pelas atividades turísticas em geral; orientar e montar os Conselhos Municipais; estimular e promover a Cultura, a defesa e a conservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico; promover a defesa do Meio Ambiente sustentável; planejar, organizar e realizar eventos para o aprimoramento dos seus objetivos, entre outros."

..:: Entrevista completa: Newsletter Cidades Paulistas - Projeto Formare

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Planeta perto do ponto de colapso

Por: Daniela Chiaretti

A Conferência do Clima de Copenhague subiu no telhado há poucos dias, quando os líderes dos dois países que mais emitem gases-estufa no mundo, Estados Unidos e China, avisaram o resto do planeta que um acordo climático forte e de verdade não sairá em dezembro deste ano. Barack Obama e Hu Jintao jogaram a toalha e a Europa suspirou. O líder mais poderoso do mundo parece não querer fazer nada no exterior sem sinalização doméstica, Pequim não quer fazer nada sem Washington, e a Europa, para quem uma crise econômica no meio do caminho agravou conflitos internos, finalmente encontrou uma boa desculpa (os outros) para poder adiar as coisas. A 11 dias de Copenhague existe apenas uma certeza: o fosso entre o que diz a ciência e o que querem fazer os políticos nunca foi tão abissal.

Não que a ciência também seja unânime (os 5% de céticos sempre colocam a dúvida que os demais terráqueos têm agido em transe de paranoia coletiva) ou forneça dados absolutamente coerentes e incontestáveis. Mas o dado científico mais eloquente diz que o mundo precisa cuidar para não ultrapassar as 450 partes por milhão (ppm) de concentração de CO2 na atmosfera em 2050. Este indicador limitaria o aumento da temperatura a 2°C no fim do século, o que deixaria a Terra um lugar mais seguro para se viver. Na segunda-feira, a Organização Meteorológica Mundial, das Nações Unidas, disse que as concentrações já estão em 385,2 ppm, o maior nível já registrado, e continuam aumentando. Seria assim mesmo, segundo as previsões do IPCC, o braço científico da ONU: as concentrações atingiriam o pico em 2015 e depois cairiam drasticamente até porque a ordem das coisas não pode ser alterada de uma hora para outra. O problema é que só a primeira parte desta premissa parece estar se confirmando.

Na matemática do clima, para ficar na margem de segurança dos 2°C, as reduções globais deveriam ser algo entre 40% e 60%. Por ora, os países fazem promessas de 17% a 20% no máximo à exceção do Japão (25%) ou da Noruega (40%). "A minha leitura de Copenhague é que todo mundo vai querer ficar bem na foto, mas compromissos, de verdade, serão pequenos", avalia o físico José Goldemberg. "Os governos vão esperar a situação ficar mais grave para tomar providências." Isto significa que a conta vai ficar mais cara econômica, social e moralmente.

Os ambientalistas têm dito que no atual estágio da negociação ainda é possível haver um acordo minimamente ambicioso em Copenhague. Não estão todos cegos e surdos ou sofrendo de complexo de Poliana. Eles apostam na vontade política de acertar números de redução de emissão compatíveis com o tamanho do problema para os países ricos, de desvio na curva de emissões para os em desenvolvimento e de suporte financeiro para quem precisa.

É a ladainha do circo diplomático do clima desde a conferência de Bali, em 2007, e que não decola. Quem imagina que Copenhague seja apenas um acordo ambiental não entendeu nada. O acordo é difícil porque não se trata "somente" de salvar o planeta daqui a 100 anos, mas porque há muito receio de se criar desequilíbrios no presente. Há quem se assuste muito com a seguinte ideia: se China e Índia, por exemplo, não tiverem suas emissões limitadas, os produtos japoneses estão ameaçados de perder competitividade. Por quê? Porque em países onde a fabricação de algo é dependente da queima de carvão ou do petróleo, se as emissões dos gases-estufa que são produzidos ali forem limitadas, fica mais caro gerar energia. Mas e se isto não acontecer no vizinho? Na especulação acima, as fábricas poderiam sair do Japão e escolher entre ir para China ou Índia.
O acordo "ambicioso", que durante um período se imaginou ser possível de atingir em Copenhague, é de uma complexidade incrível. Terá que definir, por exemplo, a qual país do globo podem ser lançadas as emissões aéreas de voos sobre o Atlântico. Ou como remunerar quem preserva florestas nativas e quem quer plantar o que quer que seja em lugares já desmatados. Ou ainda qual mecanismo criar para que a transferência de tecnologia dos países ricos aos pobres realmente aconteça e que consiga resolver o nó ancestral de que tecnologias costumam ser propriedade privada e a demanda climática é imensamente pública. Não há nada simples neste negócio. Imaginar que tudo isso seria resolvido num estalar de dedos é ingenuidade ou desconhecimento. Mas, sim, se acreditava que Copenhague resolveria os grandes temas, que é sempre bom repetir: o quanto cortariam os ricos, o quanto desviaram os emergentes de sua curva crescente de emissões, quanto dinheiro se colocaria na mesa para os países mais pobres e mais afetados. Mesmo num cenário ideal, os detalhes ficariam para depois. Copenhague é um processo, mas poderia (ainda pode?), ser também um marco histórico.
Todos os dias há um estudo científico novo descrevendo um horizonte de horrores. O denominador comum de tanta informação é que o aumento do nível do mar, o derretimento da calota polar e o aumento da temperatura observado é, em geral, muito maior do que o previsto pelo IPCC no relatório publicado em 2007 com dados de 2005. "Todos os novos estudos jogam as estimativas para cima", diz o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo e membro do IPCC. "Não conheço nenhum novo trabalho publicado que reveja nossas previsões para baixo." Em outras palavras, tudo está acontecendo de forma mais acelerada e pior do que as previsões. Artaxo prefere um acordo light em Copenhague a nada. Assim, imagina, o grande e ambicioso acordo poderá ser feito em seis meses e revisado em um ano. O risco do atraso em Copenhague é que a luz vermelha se acenda. "Atrasar em seis meses as decisões significa atrasar em seis meses a redução de emissões. E como indicam os últimos estudos estamos caminhando a passos largos para o ponto do colapso", lembra Carlos Rittl, coordenador do programa de mudança climática do WWF-Brasil.

* A autora é repórter especial.

Usinas de álcool na mira da Rhodia

Por: Mônica Scaramuzzo - Valor On-line!

O objetivo do grupo francês é utilizar o álcool como matéria-prima para a produção de solventes.

O grupo francês Rhodia pretende comprar empresas do setor sucroalcooleiro para investir na produção de etanol. O objetivo é usar o álcool como matéria-prima para a produção de solventes químicos. O presidente da Rhodia para a América Latina, Marcos De Marchi, disse ao Valor que a companhia ainda não definiu como será o formato do negócio. A Rhodia é a maior compradora de álcool para fins industriais do Brasil, com 140 milhões de litros por ano.

A empresa tem interesse nos ativos da Equipav, com duas plantas em São Paulo, e analisa outras dez usinas. Também chegou a examinar projetos da Brenco - que optou por unir suas operações com a ETH Bioenergia, do grupo de Odebrecht - e da Berloto.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Duas teses sobre a sustentabilidade global

Por: José Eli da Veiga* - Valor On-line!

A urgente necessidade de mecanismos que reduzam a imensa disparidade de capacidades tecnológicas entre o primeiro mundo e a semiperiferia foi muito bem enfatizada em vários relatórios de organizações internacionais dedicados à questão climática publicados em 2009. Mas nada permite supor que mudança de tão profundas implicações histórico-estruturais possa ocorrer no prazo requerido pela contenção do aquecimento global.

Então, no horizonte de tempo que autoriza cenários, a transição ao baixo carbono continuará essencialmente determinada pela execução dos planos que estão sendo estabelecidos por países que dispõem de alta capacitação tecnológica. Por enquanto é difícil imaginar quando os emergentes poderão sair da tremenda inferioridade em que se encontram. O que certamente fará com que entre eles a transição seja muito mais difícil e lenta.

Também é inevitável que essa disparidade leve os mais avançados a criar vários tipos de barreiras a importações de mercadorias produzidas em países que mantenham altas intensidades de emissões. No relatório elaborado em parceria com o Pnuma, a OMC já deixou claro que existem dispositivos que autorizam a criação de novas barreiras por países que tenham criado mecanismos econômicos de mitigação (como imposto ou "cap and trade"). Só será necessário que eles demonstrem que não se trata de "discriminação arbitrária ou injustificável", ou de uma "disfarçada restrição ao comércio internacional".

Nesse contexto, os fatos que mais permitem raciocinar sobre o rumo que poderá tomar a descarbonização são as iniciativas nacionais que já estão em curso em alguns países-chave do primeiro mundo. Particularmente na Inglaterra e na França.

O Reino Unido havia sido a primeira nação a legislar sobre a meta de cortar 80% das emissões até 2050 e a lançar a ideia de elaborar "orçamentos quinquenais de carbono" até 2022. Agora um plano estabelece o primeiro desses orçamentos com o objetivo de chegar em 2020 com emissões 18% inferiores às de 2008. O que significará um corte superior a um terço se a referência for 1990, pois já houve uma queda de 21%, praticamente o dobro da meta assumida no Protocolo de Kyoto.

Para que essa ambição fique mais clara, deve-se notar a mudança de velocidade pretendida. Nos 18 anos iniciais (1990-2008) a taxa média de redução dessa queda recorde foi de 1% ao ano. Agora se pretende que nos 11 anos seguintes (2009-2020) essa taxa média de redução passe a 1,4%. E o texto reafirma que o Reino Unido poderá até fazer mais do que isso se um acordo global vier a ser mais consistente que o Protocolo de Kyoto.
A França também tem um objetivo bem ambicioso para 2050: cortar 3/4 de suas emissões. Mas lá os debates públicos levaram a uma decisão bem diferente: a criação de uma Taxa Carbono, que em 2010 será de 17 euros por tonelada de CO2, incidindo sobre o consumo de combustíveis fósseis (não sobre a eletricidade). E com uma novidade muito importante: a arrecadação será inteiramente devolvida à população por deduções do imposto de renda, ou pelo envio de um "cheque verde" aos isentos.
O problema mais sério é que esse tipo de iniciativa, mesmo que se multipliquem, não garantirá efetiva redução da insustentabilidade global. Essa é a segunda principal tese do livro "Mundo em transe: do aquecimento global ao ecodesenvolvimento", que será lançado em 14 de dezembro com debate promovido pelo Instituto Ethos no teatro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

..:: A primeira versa sobre questão muito mais atual: para o prosseguimento da transição ao baixo carbono, pouco importará o desfecho da cúpula de Copenhague.

A predisposição a se engajar nessa transição tem sido essencialmente determinada pela preocupação de cada nação com a sua própria segurança energética e pela confiança que pode ter em sua capacitação para aproveitar as oportunidades ligadas à próxima onda longa do desenvolvimento capitalista. Em processo cada vez menos influenciado pelos setores econômicos e segmentos sociais que serão prejudicados pelo encarecimento do uso de energias fósseis.

Algo que parece valer para todos, inclusive para os grandes emissores da semiperiferia, como é o caso do Brasil. No entanto, ao contrário do que ocorre nos países mais desenvolvidos, os emergentes não têm como confiar na geração própria das inovações necessárias à descarbonização de suas economias. Por isso, ainda tendem a encarar a transição mais como sacrifício ao seu crescimento econômico do que do que trunfo em novos mercados e novos negócios.

A ressalva é muito importante, pois dos 20 países que mais contribuíram em termos absolutos para o aumento de 60% das emissões globais de 1980 a 2006, entre 12 e 15 são emergentes, a depender de como se classifique os tigres Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura. Somente cinco são indiscutivelmente do pequeno clube dos desenvolvidos: Estados Unidos, Japão, Austrália, Espanha e Canadá.

Por isso, o que mais influenciará o rumo da transição ao baixo carbono serão as vias que forem abertas aos países desse "segundo mundo" para que não fiquem na dependência de perversas transferências de tecnologia. Ao contrário, que possam se beneficiar de esquemas de cooperação na montagem de seus próprios sistemas de ciência, tecnologia e inovação.

A China tem mostrado muita clareza sobre essa prioridade em todas as negociações bilaterais, principalmente com os EUA. Certamente devido à sua imensa dependência do carvão e por precisar muito da energia nuclear, busca saídas mais pragmáticas para uma equação energética muito difícil de ser resolvida numa sociedade com economia que não pode crescer menos de 8% ao ano.

Ao contrário do Brasil, cuja evolução da atitude governamental só evidencia a ausência de uma estratégia nacional. Em grande parte resultante do comodismo induzido pela ideia de que possui uma das mais limpas matrizes energéticas do mundo. E também, é claro, pelas divergências entre os ministérios envolvidos que refletem clivagens existentes entre os segmentos mais organizados da sociedade civil.

* O autor é professor titular da USP (FEA e IRI), escreve mensalmente às terças. web: www.zeeli.pro.br

Andarko encontra óleo de alta qualidade na Bacia de Campos

A Anadarko Petroleum Corp., segunda maior produtora de gás natural nos Estados Unidos, anunciou a descoberta de óleo de alta qualidade no poço exploratório Wahoo número 2, também chamado Wahoo Norte, na Bacia de Campos. O poço está localizado no bloco BM-C-30.

Vale notar que a Anadarko, que opera o bloco, possui 30% de participação. A Devon detém 25%, mesma fatia nas mãos da IBV Brasil Petróleo Limitada. A sul-coreana SK Energy tem os 20% restantes.

Em nota, a Anadarko avisou que continuará coletando dados no Wahoo Norte e espera atualizar os recursos estimados no campo após alcançar a profundidade total no poço e incorporar mais informações.


..:: Leia mais: Valor On-Line!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Petróleo e gás mudam a face de Santos

A nova configuração da cidade elevará não só a arrecadação pública e a receita privada, mas também o espaço urbano

Santos, historicamente voltada para o turismo e a atividade portuária, muda rapidamente de fisionomia com o petróleo do pré-sal e o gás. A nova configuração da cidade elevará não só a arrecadação pública e a receita privada, mas também o espaço físico urbano, que deve dobrar. A vocação da cidade é receber empresas voltadas para serviços. Desde 2007, a Petrobras cadastrou 74 empresas na Baixada Santista. Já há retomada de investimentos em prédios comerciais no município. De 2008 até agora, os imóveis residenciais valorizaram-se 50%. Os terrenos quase dobraram de preço.

..:: Fonte: Valor On-Line!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Madeira alcança boa classificação como destino de excelência - Publituris

"A Madeira conseguiu alcançar uma boa classificação como destino turístico de excelência pelo Centro Mundial de Destinos Turísticos de Excelência (CED) da Organização Mundial de Turismo (OMT). O relatório oficial é apresentado hoje no Funchal, e a Madeira correspondeu em 13 dos 15 parâmetros que estavam em avaliação segurança, montanha, acomodação, entre outros), tendo demonstrado bom desempenho de forma global.

Conceição Estudante, secretária Regional do Turismo e Transportes da Madeira declarou ontem à Lusa que “em seis parâmetros de avaliação tem o nível de excelência, nos outros seis atingiu a alta performance e apenas em três teve o nível médio, mas que é sempre acima do nível de menor prestação”. Mais acrescentou a responsável que agora “traz mais responsabilidades, porque há que manter os níveis de excelência, mas ao mesmo tempo, é preciso subir os que estão menos bem, e o relatório já apresenta possíveis soluções ou novos projectos para que isso aconteça”."

..:: Fonte: Madeira alcança boa classificação como destino de excelência - Publituris

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

EUA e outros líderes mundiais adiam chance de acordo sobre clima - 16/11/2009 - UOL Notícias - Internacional

"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes mundiais decidiram adiar a difícil tarefa de alcançar um acordo sobre as mudanças climáticas na conferência marcada para o próximo mês em Copenhague (Dinamarca). De lá, sairia um acordo de 'comprometimento político', que jogaria as questões mais complicadas para o futuro.

Ontem, Washington e Pequim, apoiados por algumas dos principais países emergentes do mundo, comunicaram, em Cingapura, o governo da Dinamarca de que não será possível conseguir um acordo vinculante que permita a redução das emissões de dióxido de carbono."

..:: Notícia completa: EUA e outros líderes mundiais adiam chance de acordo sobre clima - 16/11/2009 - UOL Notícias - Internacional

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Canoagem Ecológica no Manguezal


Venha curtir com a Caiçara Expedições esse roteiro espetacular: muita natureza, educação ambiental, tranquilidade e exercício físico!
Tudo isso remando a bordo de canoas canadenses no manguezal entre as cidades de São Vicente e Praia Grande/SP.

..:: Data: 21/11/09 (sábado) ::..

Valor: R$ 60,00 por pessoa.

..:: Maiores informações e reservas ::..

contato@caicaraexpedicoes.com

Tel/fax: (13) 3466-6905, (13) 8113-4819

Segredos do Mar

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

UAM: Mestrado em Hospitalidade

Encontram-se abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa de Mestrado em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (UAM).

..:: Passos para inscrição ::..

1. Preencher ficha de inscrição, disponível em www.anhembi.br/mestradohospitalidade;

2. Imprimir boleto da taxa de inscrição;

3. Entregar documentos na Central de Atendimento (pessoalmente ou por procuração/ em qualquer Campus, das 9h às 21h).

..:: Documentos necessários para inscrição ::..

• Ficha de inscrição preenchida;

• Curriculum Lattes (site do CNPq www.cnpq.br);

• Documentos Acadêmicos (cópia): diploma e histórico escolar do curso superior de graduação;

• Documentos pessoais (cópia): RG, certidão de nascimento/casamento, certificado de reservista, CPF e título de eleitor. Uma foto 3X4;

• Cópia do comprovante de pagamento da taxa de inscrição;

Taxa de inscrição: R$ 70,00;

Valor atual do curso: 24 parcelas de R$ 1.290,00;

Número de Vagas: 15.

..:: Clique aqui e baixe o programa completo ::..

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Hôtelier News - Accor é a primeira em ranking de redes hoteleiras sustentáveis

Hôtelier News - Accor é a primeira em ranking de redes hoteleiras sustentáveis: "A Accor Hospitality, da qual fazem parte as marcas Motel 6, Sofitel, Novotel e Studio 6, entre outras, foi considerada nos Estados Unidos a primeira rede do ranking da Tomorrow's Value Rating, que a reconheceu como grupo hoteleiro com maior preocupação com questões sustentáveis.

'Enquanto estamos satisfeitos em sermos reconhecidos como líderes em design, desenvolvimento e operação sustentáveis, concordamos que ainda há muito a se fazer para o mercado hoteleiro satisfazer suas necessidades', afirma Olivier Poirot, CEO da Accor América do Norte, Motel 6 e Studio 6.

A empresa trabalha com elementos earth-friendly em todas as suas propriedades norte-americanas. Além disso, as marcas Motel 6 e Studio 6 são reconhecidas pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente e como Energy Star Leader.
(Thais Medina)

Serviço
www.accorhotels.com"

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hôtelier News - Evento gratuito discute sustentabilidade no turismo

"Do dia 4 a 6 de novembro acontece a Semana da Ciência e Meio Ambiente, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e nos destinos Salvador e Brasília, simultaneamente. Promovida pelo Instituto Cervantes, o encontro reunirá professores, pesquisadores e cientistas, do Brasil e da Espanha, abordando assuntos como a diversidade biológica, como chegar a um modelo energético sustentável, crise ambiental e, principalmente, o turismo sustentável em países em desenvolvimento.

Sergio Besserman, membro do conselho diretor da WWF-Brasil; Jorge Lobo e José Templado, respectivamente, vice-diretor e pesquisador do Museu Nacional de Ciências Naturais de Madri; e Sara Gutierrez, consultora de turismo sustentável da Koan Consulting serão os participantes."

..:: Notícia completa: Hôtelier News - Evento gratuito discute sustentabilidade no turismo

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Prêmio Turismos de Portugal

Turismo, consciência ecológica e sustentabilidade

Nos dias 29 e 30 de outubro aconteceu a 5ª edição do maior evento de sustentável da América Latina, a ExpoSustentat, em São Paulo, no Transamérica Expocenter. A feira reuniu representantes de 15 países e contou com estandes de artesanato, orgânicos, recicláveis e outros produtos que não causam agressão ao meio ambiente.

O Ministério do Turismo (MTur) também contou com um espaço no evento, onde foram apresentadas iniciativas de turismo sustentável, como Ecoturismo, Produção Associada, Turismo de Base Comunitária (TBC) e o segmento de Turismo Rural.

Paralelamente à ExpoSustentat, aconteceu a 7ª BioFach, conferência internacional que também tem como temas principais a saúde e a sustentabilidade.

Para mais informações sobre os eventos, acesse: www.biofach-americalatina.com.br ou www.exposustentat.com.br.