As propostas técnicas referentes à licitação de oito navios gaseiros (destinados ao transporte de gases liquefeitos) do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) foram aprovadas hoje pela Petrobras Transportes S.A. (Transpetro).
A empresa considerou em condições de fabricar os navios para o transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) os três estaleiros que disputam a licitação: Mauá, Eisa e Promar Ceará.
Com base no resultado dessa análise, a comissão de licitação começa a avaliar as propostas comerciais dos estaleiros, abertas hoje na sede da Transpetro, no Rio. As propostas serão classificadas por ordem de preço e depois negociadas com os estaleiros, visando a obter as melhores condições financeiras possíveis para a estatal, subsidiária da Petrobras. Apenas ao término deste processo, a Transpetro anunciará o vencedor da licitação.
De acordo com a Transpetro, todos os gaseiros que compõem o Promef foram reunidos em um único lote. Quatro navios são de 7.000 m³, dois de 12.000 m³ e dois de 4.000 m³. Eles serão construídos em estaleiro localizado no Brasil e o índice de nacionalização deverá ser de pelo menos 70%, na compra de equipamentos e serviços.
O programa de revitalização da indústria naval brasileira gerou, até agora, 13 mil empregos diretos no país. Esse número deverá chegar a 40 mil. O Promef prevê a construção de 49 navios, num total de 4 milhões de toneladas de porte bruto. Já foram licitadas 33 embarcações, das quais seis serão lançadas ao mar em 2010.
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sábado, 28 de novembro de 2009
Geração solar atrai fabricante espanhol
Por: Mônica Izaguirre - Valor On-line
Praticamente inexplorado em escala comercial, o potencial brasileiro de geração de energia elétrica a partir da radiação solar começa a atrair investidores externos. A Solaria Energía y Medio Ambiente, empresa espanhola que projeta, fabrica, instala e opera unidades de geração fotovoltaica, fechou com a Fairway Logística e Transportes, empresa brasileira de soluções logísticas, acordo para criação de uma controlada no Brasil.
Ainda sem nome definido, a espanhola terá 55% do capital da nova empresa, enquanto o sócio local fica com os outros 45%. Num primeiro momento, a parceria visa à instalação de usinas de geração a partir de placas e equipamentos importados da Espanha. A médio prazo, o plano é mais ambicioso. Na medida em que a clientela crescer e a demanda por essa energia alternativa aumentar, uma indústria de montagem de placas solares será instalada no país, antecipou o presidente da Solaria, Enrico Diaz-Tejeiro Gutierrez.
Além de fabricar equipamentos para suas usinas brasileiras dentro do próprio país, a futura unidade industrial produzirá placas para exportação, informou o empresário. Segundo ele, diante das boas perspectivas de crescimento da economia e da confiança na manutenção dos fundamentos macroeconômicos que darão sustentabilidade a tal processo, a Solaria escolheu o Brasil como base industrial de suas futuras exportações para o resto do continente americano. "Queremos fabricar no Brasil equipamentos para instalação de unidades de geração fotovoltaica na Argentina, no Uruguai, no Paraguai.", exemplificou.
Com ativos de € 388,94 milhões ao fim de 2008, a Solaria existe desde 2002, tem cerca de 25 mil acionistas e é uma empresa de capital aberto com ações cotadas em todas as bolsas de valores da Espanha. No Brasil, porém, o fruto de sua parceria com a Fairway Logística, sociedade limitada presidida pelo empresário paulista Saturnino Sérgio da Silva, será uma empresa de capital fechado, até pelo ineditismo desse tipo de experiência no país.
Já comunicado à CNVM, equivalente espanhola da Comissão de Valores Mobiliários brasileira, o acordo com a Fairway inclui um plano de negócios para instalação de usinas de geração fotovoltaica de 160 megawatts (MW), entre 2010 e 2012.
A fabricação de placas no país não tem data certa para começar. Segundo Gutierrez, a fábrica será montada quando a demanda por unidades de geração de energia solar atingir pelo menos 100 MW por ano, o que ele acha que não vai demorar, diante da necessidade brasileira de garantir energia para seu crescimento.
Responsável pela implementação do plano no país, Saturnino da Silva, o sócio brasileiro, diz que não pode, ainda, informar quem são os potenciais compradores da energia a ser gerada nesse primeiro momento. Mas diz que vários já foram "identificados e contatados". Conforme o empresário, em tese, a coligada brasileira da Solaria poderá montar unidades de geração tanto para atender a sistemas isolados quanto para vender através do sistema interligado, ou seja, jogando energia na rede de transmissão do Operador Nacional do Sistema (ONS).
A empresa poderá usar o sistema interligado tanto para vender energia livre, isto é, destinada a atender contratos diretos com grandes consumidores, quanto para vender às distribuidoras (nesse caso, é preciso antes entrar nos leilões).
O uso de energia solar, sobretudo residencial, já é relativamente difundido no Brasil, mas só para aquecimento de água. Praticamente inexiste aproveitamento de radiação solar para geração de energia elétrica. Segundo a Aneel, o país tem, atualmente, uma única unidade de energia elétrica solar em operação. É a Usina de Araras, de propriedade da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária, localizada em Nova Mamoré (RO). Ainda conforme a agência, a potência outorgada para esse empreendimento é de apenas 20,48 KW. A autarquia informa que chegou a autorizar a instalação de 5 MW para um empreendimento da empresa MPX Tauá Energia Solar, em Tauá, no Ceará. Mas esta usina consta na lista de obras ainda não realizadas.
Dados da Aneel indicam que a potência de todos os empreendimentos de geração atualmente em operação no Brasil soma 106,098 mil MW. Em relação a esse universo, os 160 MW previstos até 2012 no contrato entre Solaria e Fairway equivalem a 0,15%. Mas como a energia solar hoje representa "traço" na composição da matriz energética brasileira, o percentual não pode ser considerado inexpressivo.
Além de normas mais claras, o presidente da Fairway defende a criação de linhas de crédito de longo prazo, de pelo menos 20 anos, para estimular essa fonte alternativa de geração. Segundo ele, na Europa, governos de países como Espanha e Alemanha têm dado inclusive subsídios para o desenvolvimento desse potencial energético.
Praticamente inexplorado em escala comercial, o potencial brasileiro de geração de energia elétrica a partir da radiação solar começa a atrair investidores externos. A Solaria Energía y Medio Ambiente, empresa espanhola que projeta, fabrica, instala e opera unidades de geração fotovoltaica, fechou com a Fairway Logística e Transportes, empresa brasileira de soluções logísticas, acordo para criação de uma controlada no Brasil.
Ainda sem nome definido, a espanhola terá 55% do capital da nova empresa, enquanto o sócio local fica com os outros 45%. Num primeiro momento, a parceria visa à instalação de usinas de geração a partir de placas e equipamentos importados da Espanha. A médio prazo, o plano é mais ambicioso. Na medida em que a clientela crescer e a demanda por essa energia alternativa aumentar, uma indústria de montagem de placas solares será instalada no país, antecipou o presidente da Solaria, Enrico Diaz-Tejeiro Gutierrez.Além de fabricar equipamentos para suas usinas brasileiras dentro do próprio país, a futura unidade industrial produzirá placas para exportação, informou o empresário. Segundo ele, diante das boas perspectivas de crescimento da economia e da confiança na manutenção dos fundamentos macroeconômicos que darão sustentabilidade a tal processo, a Solaria escolheu o Brasil como base industrial de suas futuras exportações para o resto do continente americano. "Queremos fabricar no Brasil equipamentos para instalação de unidades de geração fotovoltaica na Argentina, no Uruguai, no Paraguai.", exemplificou.
Com ativos de € 388,94 milhões ao fim de 2008, a Solaria existe desde 2002, tem cerca de 25 mil acionistas e é uma empresa de capital aberto com ações cotadas em todas as bolsas de valores da Espanha. No Brasil, porém, o fruto de sua parceria com a Fairway Logística, sociedade limitada presidida pelo empresário paulista Saturnino Sérgio da Silva, será uma empresa de capital fechado, até pelo ineditismo desse tipo de experiência no país.
Já comunicado à CNVM, equivalente espanhola da Comissão de Valores Mobiliários brasileira, o acordo com a Fairway inclui um plano de negócios para instalação de usinas de geração fotovoltaica de 160 megawatts (MW), entre 2010 e 2012.
A fabricação de placas no país não tem data certa para começar. Segundo Gutierrez, a fábrica será montada quando a demanda por unidades de geração de energia solar atingir pelo menos 100 MW por ano, o que ele acha que não vai demorar, diante da necessidade brasileira de garantir energia para seu crescimento.
Responsável pela implementação do plano no país, Saturnino da Silva, o sócio brasileiro, diz que não pode, ainda, informar quem são os potenciais compradores da energia a ser gerada nesse primeiro momento. Mas diz que vários já foram "identificados e contatados". Conforme o empresário, em tese, a coligada brasileira da Solaria poderá montar unidades de geração tanto para atender a sistemas isolados quanto para vender através do sistema interligado, ou seja, jogando energia na rede de transmissão do Operador Nacional do Sistema (ONS).
A empresa poderá usar o sistema interligado tanto para vender energia livre, isto é, destinada a atender contratos diretos com grandes consumidores, quanto para vender às distribuidoras (nesse caso, é preciso antes entrar nos leilões).
A ideia, no entanto, é começar atuando com sistemas isolados, gerando energia em áreas onde, por restrições geográficas ou ambientais, é difícil a chegada de grandes linhas de transmissão, a exemplo da região amazônica. Nesses lugares, a energia elétrica solar tende a ser mais competitiva, porque pode ser gerada no local ou muito próxima do local do consumo, não exigindo, portanto, construção de linhas de transmissão de grandes distâncias. As termelétricas também são compatíveis com sistemas isolados. Mas, para funcionar, exigem algum tipo de combustível, fóssil ou renovável. As pequenas centrais hidrelétricas, por sua vez, dependem de recursos hídricos. Já uma unidade de geração fotovoltaica, além da radiação solar e dos equipamentos, precisa apenas terreno de tamanho compatível com a potência pretendida. Segundo Cesar da Silva, engenheiro da Fairway, para cada megawatt de potência instalada, são necessários no máximo 2 hectares, dependendo do caso, 1,5 hectar apenas.O tipo de cliente brasileiro inicialmente visado pela Solaria/FairWay é o consumidor livre de energia. A futura nova empresa poderá montar e operar uma usina exclusiva tanto para uma grande indústria quanto para um pequeno shopping. "Até para um condomínio residencial de cinco casas vale a pena montar uma unidade de geração solar", diz ele. O empresário explica que o avanço da tecnologia e a entrada de novos fabricantes no mercado mundial de purificação de silício, matéria prima das células usadas nas placas que transformam luz solar em eletricidade, reduziu a menos da metade o custo desse tipo de energia desde 2007, tornando-a viável economicamente. Ainda assim, ele diz que, pelo menos no início, para que o segmento se desenvolva bem no Brasil, são necessários estímulos. É preciso, por exemplo, tornar claro que a energia solar está entre aquelas sujeitas à redução da taxa de transmissão em caso de uso do sistema interligado. Uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite que energia de fontes alternativas tenha desconto entre 50% e 100% da taxa de transmissão, na venda de até 30 MW.
O uso de energia solar, sobretudo residencial, já é relativamente difundido no Brasil, mas só para aquecimento de água. Praticamente inexiste aproveitamento de radiação solar para geração de energia elétrica. Segundo a Aneel, o país tem, atualmente, uma única unidade de energia elétrica solar em operação. É a Usina de Araras, de propriedade da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária, localizada em Nova Mamoré (RO). Ainda conforme a agência, a potência outorgada para esse empreendimento é de apenas 20,48 KW. A autarquia informa que chegou a autorizar a instalação de 5 MW para um empreendimento da empresa MPX Tauá Energia Solar, em Tauá, no Ceará. Mas esta usina consta na lista de obras ainda não realizadas.
Dados da Aneel indicam que a potência de todos os empreendimentos de geração atualmente em operação no Brasil soma 106,098 mil MW. Em relação a esse universo, os 160 MW previstos até 2012 no contrato entre Solaria e Fairway equivalem a 0,15%. Mas como a energia solar hoje representa "traço" na composição da matriz energética brasileira, o percentual não pode ser considerado inexpressivo.
Além de normas mais claras, o presidente da Fairway defende a criação de linhas de crédito de longo prazo, de pelo menos 20 anos, para estimular essa fonte alternativa de geração. Segundo ele, na Europa, governos de países como Espanha e Alemanha têm dado inclusive subsídios para o desenvolvimento desse potencial energético.
Cenários para o mercado de trabalho em Meio Ambiente & Petróleo
Por: Mauro Kahn
O setor ambiental será alvo de investimentos bilionários, caso sejam aprovados os projetos de lei que lhe destinam 3% dos royalties do petróleo e ainda uma parte dos recursos do novo Fundo Social. Já no caso da cidade do Rio de Janeiro as cifras serão ainda maiores em função dos Jogos Olímpicos, que demandam, desde já, a recuperação de áreas degradadas, plantio de árvores, inúmeros licenciamentos ambientais, entre muitas outras ações que farão com que esta cidade volte a ser maravilhosa.
Além disso, o Brasil assumiu uma posição de liderança entre os integrantes do "BRIC" no que se refere ao comprometimento ao meio ambiente e hoje é alvo de respeito entre os paises desenvolvidos. A contrapartida por tal posicionamento será a obrigação de tomar medidas efetivas e de investir pesado para a obtenção de resultados significativos.
Com relação à Indústria do Petróleo já se vislumbra que no Estado do Rio ela crescerá de forma nunca antes imaginada. Sabe-se muito bem que o "Pré-sal" caracteriza-se por grandes desafios, assim como por elevados riscos, e que estes fatores irão multiplicar muitas vezes os investimentos no desenvolvimento de uma nova logística offshore e tecnologia para o E&P.
Neste momento observamos que nossas estimativas mais otimistas estão sendo confirmadas (para Tupi já se especulam reservas de 8 bilhões de barris). Fato é que os referidos desafios do pré-sal estão sendo eficientemente superados, e no momento, nossa maior dificuldade é a falta de mão-de-obra qualificada.
O consenso entre os profissionais da Indústria é que faltarão técnicos e gerentes capacitados no Brasil. Cursos técnicos, faculdades e pós-graduações precisam se ajustar ao atual estado da arte para poderem formar exatamente o perfil necessário para estes cargos.
Muitos já perceberam que o futuro dos empregos no Rio de Janeiro está concentrado no setor de petróleo e na área ambiental. Nós do MBP e do MBE estamos seguros de que esta tendência é real e crescente, e que devemos estar preparados para as novas exigências do mercado e para a demanda que já desponta.
O setor ambiental será alvo de investimentos bilionários, caso sejam aprovados os projetos de lei que lhe destinam 3% dos royalties do petróleo e ainda uma parte dos recursos do novo Fundo Social. Já no caso da cidade do Rio de Janeiro as cifras serão ainda maiores em função dos Jogos Olímpicos, que demandam, desde já, a recuperação de áreas degradadas, plantio de árvores, inúmeros licenciamentos ambientais, entre muitas outras ações que farão com que esta cidade volte a ser maravilhosa.
Além disso, o Brasil assumiu uma posição de liderança entre os integrantes do "BRIC" no que se refere ao comprometimento ao meio ambiente e hoje é alvo de respeito entre os paises desenvolvidos. A contrapartida por tal posicionamento será a obrigação de tomar medidas efetivas e de investir pesado para a obtenção de resultados significativos.Com relação à Indústria do Petróleo já se vislumbra que no Estado do Rio ela crescerá de forma nunca antes imaginada. Sabe-se muito bem que o "Pré-sal" caracteriza-se por grandes desafios, assim como por elevados riscos, e que estes fatores irão multiplicar muitas vezes os investimentos no desenvolvimento de uma nova logística offshore e tecnologia para o E&P.
Neste momento observamos que nossas estimativas mais otimistas estão sendo confirmadas (para Tupi já se especulam reservas de 8 bilhões de barris). Fato é que os referidos desafios do pré-sal estão sendo eficientemente superados, e no momento, nossa maior dificuldade é a falta de mão-de-obra qualificada.
O consenso entre os profissionais da Indústria é que faltarão técnicos e gerentes capacitados no Brasil. Cursos técnicos, faculdades e pós-graduações precisam se ajustar ao atual estado da arte para poderem formar exatamente o perfil necessário para estes cargos.
Muitos já perceberam que o futuro dos empregos no Rio de Janeiro está concentrado no setor de petróleo e na área ambiental. Nós do MBP e do MBE estamos seguros de que esta tendência é real e crescente, e que devemos estar preparados para as novas exigências do mercado e para a demanda que já desponta.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Até empresários agrícolas cobram regras claras para Amazônia, diz Minc
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reforçou hoje que a conclusão do macrozoenamento da Amazônia Legal deve sair ainda este ano. Segundo ele, até mesmo os empresários agrícolas têm cobrado do governo regras claras para a região.
Minc avaliou que, uma vez traçada o que chamou de "fronteira de legalidade", será possível saber ao certo quem vai receber crédito, apoio técnico e estímulo para produzir na Amazônia. E quem insistir em permanecer à margem da lei, segundo o ministro, receberá "a mão pesada" da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e do Exército Brasileiro. "Essa é a forma de preservar a Amazônia, olhando para o desenvolvimento sustentável. "
Para Minc, entretanto, a estratégia de efetivar o zoneamento econômico e ecológico [ZEE] para cada um dos nove estados que compõem a região possibilita que a preservação na Amazônia não aconteça apenas "com polícia", mas por meio do ordenamento do desenvolvimento.
Segundo Minc, desde 2005 - ano em que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva já havia previsto a ideia de um corredor ecológico para a região - o desmatamento na BR-163 triplicou.
"Estive lá mais de três vezes. Temos leilão de boi pirata, de madeira pirata, prendemos gente. Mas voltamos um mês depois e está a mesma desgraça. A situação lá é muito preocupante. Conseguimos um recurso de oito milhões de euros da comunidade europeia para implantar o distrito florestal da BR-163, mas a diferença tem que ser implantar previamente as defesas. Elas não podem ficar no papel", disse.
..:: Fonte: Valor On-line!
Minc avaliou que, uma vez traçada o que chamou de "fronteira de legalidade", será possível saber ao certo quem vai receber crédito, apoio técnico e estímulo para produzir na Amazônia. E quem insistir em permanecer à margem da lei, segundo o ministro, receberá "a mão pesada" da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e do Exército Brasileiro. "Essa é a forma de preservar a Amazônia, olhando para o desenvolvimento sustentável. "
Para Minc, entretanto, a estratégia de efetivar o zoneamento econômico e ecológico [ZEE] para cada um dos nove estados que compõem a região possibilita que a preservação na Amazônia não aconteça apenas "com polícia", mas por meio do ordenamento do desenvolvimento."Cada um dos zoneamentos determina, por exemplo, áreas que devem ser protegidas, áreas degradadas e que devem ser recuperadas, áreas propensas a alguma atividade industrial. É a ideia de um ordenamento que combine a preservação com a atividade. Afinal, 24 milhões de pessoas moram na Amazônia e têm que ter uma vida digna, uma ocupação, uma renda", afirmou o ministro.Sobre a BR-163, Minc classificou a região que corta a rodovia como "desastre ecológico" e "desgraça" e ressaltou que todas as medidas adotadas para a futura BR-319 foram pensadas de maneira que a devastação não tome conta do local como ocorreu com a BR-163.
Segundo Minc, desde 2005 - ano em que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva já havia previsto a ideia de um corredor ecológico para a região - o desmatamento na BR-163 triplicou.
"Estive lá mais de três vezes. Temos leilão de boi pirata, de madeira pirata, prendemos gente. Mas voltamos um mês depois e está a mesma desgraça. A situação lá é muito preocupante. Conseguimos um recurso de oito milhões de euros da comunidade europeia para implantar o distrito florestal da BR-163, mas a diferença tem que ser implantar previamente as defesas. Elas não podem ficar no papel", disse.
..:: Fonte: Valor On-line!
Senado aprova meta para emissão de gases
Por: Cristiane Agostine - Valor On-line
A base governista no Senado articulou-se ontem para derrotar a senadora Marina Silva (PV-AC) na discussão do projeto de Política Nacional de Mudanças Climáticas e vetou três das quatro emendas apresentadas pela ex-ministra e pré-candidata do PV à Presidência. A proposta aprovada ontem transformará em lei a redução entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono na atmosfera estimadas para 2020. O texto aprovado ontem, no entanto, diz que será um compromisso "voluntário" . O projeto voltará para nova discussão na Câmara e deverá ser apresentado na Conferência do Clima das Organização das Nações Unidas, em Copenhague, no início de dezembro.
A meta já havia sido anunciada pelo governo. A senadora Marina propôs transformá-la em lei e o governo antecipou-se à ação da ex-petista e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC) incorporou a meta ao projeto em tramitação no Congresso.
Pela proposta, fica recomendado ao Executivo que até 2020 o Brasil reduza as emissões dos gases de efeito estufa listados no Protocolo de Kyoto aos níveis de 1990, por meio da adoção do desmatamento zero no país até 2015, e da garantia de que nos próximos dez anos até 25% da eletricidade do país seja originária de fontes renováveis de energia.
O texto também recomenda a redução em 15% do consumo projetado de energia elétrica para 2020 por meio de medidas de eficiência energética; o estabelecimento de metas anuais da participação de fontes nuclear, óleo combustível e carvão mineral na matriz elétrica nacional; e a transformação de pelo menos 30% do território costeiro-marinho do país em áreas protegidas, ressalvadas as atividades de infraestrutura previstas na Lei 4771/65, que institui o Código Florestal.
A base governista no Senado articulou-se ontem para derrotar a senadora Marina Silva (PV-AC) na discussão do projeto de Política Nacional de Mudanças Climáticas e vetou três das quatro emendas apresentadas pela ex-ministra e pré-candidata do PV à Presidência. A proposta aprovada ontem transformará em lei a redução entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono na atmosfera estimadas para 2020. O texto aprovado ontem, no entanto, diz que será um compromisso "voluntário" . O projeto voltará para nova discussão na Câmara e deverá ser apresentado na Conferência do Clima das Organização das Nações Unidas, em Copenhague, no início de dezembro.
A meta já havia sido anunciada pelo governo. A senadora Marina propôs transformá-la em lei e o governo antecipou-se à ação da ex-petista e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC) incorporou a meta ao projeto em tramitação no Congresso.
A inclusão da meta no texto só foi possível após um acordo dos líderes governistas que condicionou os percentuais à edição de um decreto presidencial. Na prática, a meta só se torna lei se houver um decreto regulamentando e especificando como será executada.Apesar do veto a três das quatro emendas apresentadas, Marina considerou a proposta um avanço. A senadora, no entanto, reclamou da meta ter sido voluntária. "Foi um projeto autorizativo. Parece coisa que fazemos nas câmaras autorizando o saneamento básico. Estamos autorizando o governo a se quiser cumprir essas metas. Se tivéssemos tirado esse termo voluntário, haveria um compromisso para o governo atual, para o próximo futuro porque seria uma meta do Estado brasileiro." Ideli evitou polemizar. "Este é um momento de dignidade do Senado fizemos não só um acordo político, mas assumimos um compromisso" , disse.
Pela proposta, fica recomendado ao Executivo que até 2020 o Brasil reduza as emissões dos gases de efeito estufa listados no Protocolo de Kyoto aos níveis de 1990, por meio da adoção do desmatamento zero no país até 2015, e da garantia de que nos próximos dez anos até 25% da eletricidade do país seja originária de fontes renováveis de energia.O texto também recomenda a redução em 15% do consumo projetado de energia elétrica para 2020 por meio de medidas de eficiência energética; o estabelecimento de metas anuais da participação de fontes nuclear, óleo combustível e carvão mineral na matriz elétrica nacional; e a transformação de pelo menos 30% do território costeiro-marinho do país em áreas protegidas, ressalvadas as atividades de infraestrutura previstas na Lei 4771/65, que institui o Código Florestal.
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